Caros Seguidores, um dia fundaremos uma religião.
Sejam bem-vindos, caros amiguinhos, às minhas diatribes electrónicas, a esta verborreia do inconsciente. Espero, como vosso dedicado amigo, que os meus amiguinhos aqui encontrem paz de espírito, um lugar à sombra, sob o Sol do Paraíso. Que aqui se sintam apaziguados, como entre os vossos, e que cada nova página electrónica se transforme num imenso mar de conforto, de bem-estar, onde as ondas deixaram há muito a sua bravia, transformando-se, agora, nos ternos e quentes braços que vos embalam.
Atenção, amiguinhos, sou eu que bato à porta. Os meus amiguinhos não quererão abrir? Deixar-me-ão aqui, do lado de fora, sempre do lado de fora, à chuva? Trago comigo um barquinho, para os meus amiguinhos. É uma pequena lembrança. Um pequeno barquinho, feito de madeira de balsa, para os meus amiguinhos. Esculpido com as unhas destes dedos enrugados, de tanto estar à chuva. É a Nave dos Loucos? Os meus amiguinhos perguntam se é a Nave dos Loucos? Não, não é a Nave dos Loucos, meus amiguinhos, apesar de o Capitão e o seu Primeiro Imediato lá terem tripulado. Pelo olho-de-boi parece a Nave dos Loucos, eu sei, mas não é, meus amiguinhos; podeis descansar esses corações inquietos. Este barco não tem nome, nem leme, e o casco é frágil. A popa assemelha-se sempre à proa, e as cartas marítimas estão feitas em farrapos. Não me quererão abrir a porta, ao seu querido amiguinho, meus amiguinhos? Aqui fora chove, e alguém grita que não tem medo de existir. Aqui fora chove, e alguém grita "Morte aos Feios! Viva a República!"

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